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Avatar de Ederson C L Ferreira

"O que eles não fazem é aprovar algo que chega descrito em qualidade de código, cobertura de teste e framework depreciado, sem nenhuma tradução para receita, custo, risco ou posição competitiva."

Já passou da hora de quem comanda uma empresa que depende tanto do software feito em casa conhecer o impacto dessas coisas, não?

Veja se um piloto de avião, médico, engenheiro civil têm de "convencer" da inviabilidade de certas coisas.

Avatar de Carlos Mattos

Registrar problemas técnicos que o time tomou a decisão de adiar funciona em empresas de setores que não são regulados por órgãos oficiais, mas no setor financeiro pode ter consequências sérias.

Tudo que está registrado pode ser solicitado durante uma auditoria. Se a equipe registra a decisão de não corrigir uma falha, isso vai servir para provar que um problema foi identificado mas também prova que a empresa decidiu não agir.

Não estou dizendo que não devemos registrar, devemos sim, mas qualquer questão que envolve leis ou regras do setor financeiro (ou outros setores regulados) precisam ser registradas formalmente como um “risco aceito”, indicando o nome do responsável pela decisão e uma data para reavaliar a situação. Para os órgãos fiscalizadores esses registros tem peso jurídico.

Outro ponto é que os profissionais que são responsáveis para avaliar riscos e normas num banco não se importam se a decisão de adiar a correção de um problema vai trazer retorno financeiro, para eles o que importa é cumprir as regras, se existe uma exigência legal, a discussão sobre custos é descartada e o que sobra é o prazo oficial para resolver o problema.

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